quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

SEMBLANTE DE UMA SALA DE AULA

SEMBLANTE DE UMA SALA DE AULA

“O homem perde muito tempo sobre a Terra. Estaciona por longos anos à margem da estrada que lhe compete percorrer. Distancia-se de suas possibilidades. Vê passar à juventude. Assiste ao declínio das forças físicas. Prepara a vida inteira quase, para o que nunca fará”. (Irmão José).

Não fique no ócio, saia da letargia e haja sempre com o viés direcionado ao próximo. Praticando o bem, terás as benesses de uma vida digna e de muito esplendor. Temos presenciado com certa constância, a luta dos heróis anônimos em busca de melhores condições de trabalho, e uma realização social mais proveitosa. Notamos através do cotidiano diário, que a educação da sociedade está claudicante, visto que a diretriz do mal não escolhe raça, e nem condição social. A presença na educação de psicólogos, psicopedagogos e assistentes sociais é obrigatória. O semblante das salas de aulas de diversas escolas públicas é o pior possível. Estamos chegando à conclusão de que a população de nosso País, precisa urgentemente passar por uma educação efetiva, com aulas de civismo, patriotismo, educação social e convivência pacífica.

Professores de escolas públicas se desdobram para cumprirem a sublime missão de ensinar, mas muitas vezes são ameaçados por alunos que distorcem sua finalidade no rol escolar. Almejam praticar dentro da sala de aula aquilo que aprenderam nas ruas. É lamentável sobre todos os aspectos. Drogas de todos os matizes rondam a psicosfera escolar e mesmo com uma vigilância ostensiva, eles conseguem burlar e repassar drogas para dentro dos estabelecimentos de ensino. O écran de um grande número de colégios é de preocupação em consequência, os professores se tornam vítimas de alunos mal educados. É bom frisar que a missão familiar em termos de educação deixa a desejar.

Os pais se eximem de culpa por negligência, ou neofiticidade, pois querem atribuir a educação de seus filhos aos professores por desconhecerem totalmente a responsabilidade familiar e os deveres inalienáveis sobre o pátrio poder e na responsável maior na educação de seus filhos. O antigo Pátrio Poder mudou no novo Código Civil para Poder Familiar. Na época do antigo Código Civil (1916) quem exercia o poder sobre os filhos era o pai e não se falava no poder do pai e da mãe (pais). Mas esta situação mudou e hoje a responsabilidade sobre os filhos é de ambos. O que se nota é a insatisfação dos profissionais de ensino, visto que um grande número de estudantes está fora dessa responsabilidade social. Os filhos enquanto são menores de 18 anos estão sob o poder dos pais e não pode praticar atos da vida civil sem a autorização deles. Estar sob o poder significa que os filhos devem obediência e respeito em relação aos pais e estes têm o dever de sustentá-lo e dar assistência moral, emocional e educacional.

Na realidade vivencial esse poder fraqueja e os pais querem repassar a responsabilidade para os professores. Para que haja uma interação mais proveitosa, um elo deve ser formado. Entretanto, alguns pais fogem a responsabilidade quando são convocados para as reuniões entre pais e mestres. É bom frisar que apesar da separação ou do divórcio a situação obrigacional não se altera, ou seja: “A separação judicial ou divórcio dos pais não altera nada a questão do poder familiar, o que se estabelece neste caso é a guarda da criança (com quem vai ficar), as visitas (daquele que não tem a guarda) e o valor da pensão alimentícia a ser paga, mas ambos continuam responsáveis”. (grifo nosso).

O governo também está inserido nessa responsabilidade social. Se os pais fossem punidos pela ineficiência na educação de seus filhos, a situação tenderia a diminuir. Se o governo cumprisse seu dever proporcionando aos educadores condições salutares de trabalho e colocando a disposição das diretorias escolares profissionais especializados em assistência social, psicopedagogia e psicologia o écran seria mais brilhante e a aprendizagem mais proveitosa. Resta-nos acreditar que isso será possível um dia. A questão é de boa vontade, de responsabilidade social, onde os governantes deveriam trabalhar com viés voltado para a socialização da sociedade, mas o primordial não acontece em virtude de nossos políticos trocarem a política pela politicagem.

Responsabilidades mútuas tanto para pais, quanto para governo. Senão vejamos: “A lei enumera casos que, quando ocorrem reiteradamente, o juiz pode decidir pela perda do poder familiar. São os castigos exagerados à criança, deixar o filho abandonado ou ainda praticar atos que são imorais. A grande preocupação da lei é proteger a criança que algumas vezes sofre abusos dentro da sua própria casa”. E as crianças que vivem perambulando pelas ruas e avenidas das grandes metrópoles cometendo atos escusos qual a providência que os governos tomam? Nenhuma com certeza.

O número de viciados em drogas aumenta, a prostituição infantil evolui, a pedofilia cresce e o governo não comparece. A ausência do governo nas suas atribuições faz com que a violência aumente, a mortalidade cresça através dos assassinatos, da bandidagem, do tráfico de drogas, do consumo exagerado do álcool e de outras mazelas que deveriam ser evitadas. Quando existe um clima de intranquilidade é sinal que o governo não está proporcionando a população uma gestão de qualidade, em consequência a corrupção aumenta, a imunidade e a impunidade crescem, os xadrezes superlotam a segurança fraqueza, o povo se tranca dentro de casa com receio da morte. O semblante negro de uma sala de aula leva a derrocada qualquer cidadão, e em consequência a população. Essa sala de aula pode ser as ruas e avenidas das grandes cidades, que virou um cenário de guerra onde ninguém se entende. Pense nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI- DA ACE- DA UBT- DA AOUVIRCE E DA AVSPE.•.

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ANTONIO PAIVA RODRIGUES

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O BRASIL E O BRASILEIRO

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O brasileiro pelas suas origens doridas e alicerçadas no sofrimento, cuja experiência é multifária, nos leva a conclusão que entre a “desordem” natural das coisas existe a permissão e estimulação do excesso verossímil dessa sentença. Pelo seu comportamento de liberdade onde a vontade de fazer esbarra em duas palavras: “Continência e Disciplina”. Deixa o brasileiro nas amarras e sem poder desenvolver sua potencialidade oticada. Vem então à aplicação daquilo que adquiriu no berço e que o malogro poderá prejudicá-lo. É o emprego da famosa “malandragem” e o carismático “jeitinho brasileiro”. O brasileiro se insere na expressão do correto clichê popular de que: “O homem é produto do meio”, esquecendo-se, porém de dar conotação de que esse meio foi construído por ele próprio. Nós reagimos a tudo e gostamos de apelidar certos fatos de “frescuras”. Certa vez um determinado senhor ao desobedecer com certa “constância” às placas de advertência, por exemplo: Não pise na grama, não cuspa no chão, não jogue lixo na água e na rua. Com jeito hilário e maroto disse: “Meu amigo se eu obedecesse todas as advertências que vejo estaria de barriga cheia”.

Espantado o fiscal perguntou: Por quê? Ele com sua malandragem habitual e com jeitinho todo especial afirmou: “sempre vejo beba coca-cola. Bela coca-cola”. No livro “Carnavais malandros e heróis”, o dilema que colocamos com outras conotações tem outro aspecto. Isso pode isto não pode. Estas conotações e nuanças nada mais são do que a figura social do indivíduo brasiliano sujeita as leis universais. O ser humano não está isento das relações sociais, o mais importante é saber como reagir diante de tantas proibições ou avisos de segurança se não estamos intelectualmente preparados para esse mister. Essa cultura ainda não nos açambarcou. Se for multado procure um amigo para não pagar a multa. Se for barrado em blitze procure todos os meios para não ser punido se estiver errado (jeitinho e malandragem brasileiros). Essa ação de desculpa é seguida dos mais diversos motivos, desde o convencimento ao suborno. Se não pagou a dívida no dia do vencimento se nega a pagar juros alegando motivos inocentes e pueris.

Se entrar numa fila homérica se posta diante de uma pessoa mais a frente começa um bate-papo para ludibriar os companheiros de fila, e ser atendido iludindo os demais. É assim o dia do brasileiro. É o chamado “moleque” na expressão escorreita da palavra. Para não pagar pelo consumo de energia usa o velho “gato”. Ao ser descoberto afirma que de nada sabia chegando ao ponto de chorar para amolecer o coração do fiscal. Enquanto em países do primeiro mundo as leis são cumpridas com rigor, aqui tudo se leva na brincadeira, no faz de conta. Existe uma enorme diferença entre regras jurídicas e práticas da vida diária. Na verdade o brasileiro através do jeitinho que só ele sabe gosta de levar vantagem em tudo aplicando a “lei do Gerson”. Gosto de levar vantagem em tudo; certo! O jeitinho e a malandragem nada mais são do que a lúdica vontade de burlar e auferir as benesses do velho privilégio.

A destruição dessas “bonanças” trouxe o convencimento humano do certo e do errado. Sabe quem eu sou com quem está falando? Eu sou Dr. Fulano de tal termo usado para conseguir seu intento, na nomenclatura popular essa atitude recebe a sinonímia da “velha carteirada”. Tudo aqui explanado nos leva a condição de pertencermos a um país onde a lei significa “tudo pode” e é regulamentada formalmente pelos prazeres e destruição de projetos e iniciativas. O “jeitinho e a malandragem” são processos simples e tocantes constando de uma dramatização em três atos: um deles é a pessoa que passa despercebida pela sua modesta posição e seu jeito simples de vestir. Pode ser até uma pessoa rica e de personalidade, mas no Brasil a aparência vale muito e essa pessoa está sujeita em segundo plano. O segundo seria a prática da persuasão e convencimento, a velha lábia. E tirar proveito de tudo. Na realidade o jeitinho e a malandragem fazem parte da cultura do brasileiro. Aqui na terrinha depois de vários dias de chuvas intensas o sol decidiu dar as caras fazendo com que muita gente saísse de casa para vaiar o astro rei, o sol. Esse fato aconteceu na Praça do Ferreira na capital cearense.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE

A PAZ

A PAZ

Na pedagogia Divinal inserimos a paz, o pilotis da esperança,

Tentáculos descortinados de amor, de corações malogrados,

Magoados, estatizados, escorraçados, estéreis sem bonança.

Alvitrando um pazear de confiança, antevendo os esposados.

Ondas calmas, tranqüilas, cheias de segredos auferindo paz,

Capazes de transbordarem na fonte num momento de lampejo.

Exterminar a violência, o mal, em atitude desregrada e voraz,

Onde o mal imanta e desencanta o aguilhão do bem que cortejo.

Alvitramos orbe de esperanças e felicidades, chega de sofrimentos.

O mundo é um lamento, o violento adentra nas cantigas de ninar,

Reciprocidade vibratória e redentora interage nossos pensamentos

Na meditação acoplamos o Cristo vêm à mente, silente a cortejar.

No orbe terrestre a fraternidade, a caridade são sementes ubertosas.

Quando o futuro se torna obscuro, a prece, a oração são soluções.

Quando os seres humanos não encontram diretrizes prodigiosas,

Excogitando esperanças no Pai Divino, na execração das ilusões.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE

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