quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

PRECISAMOS DE OTIMISMO?

PRECISAMOS DE OTIMISMO?

“A casa de Deus é o infinito e também a alma humana. Tereza d’Ávila, com base em experiências pessoais, falava das “moradas inferiores”, referindo-se exatamente às regiões da alma. Aqueles que meditam sabem o quanto é importante essa experiência”. (Ariston S. Teles).

Na concepção popular a sinonímia de otimismo representa a disposição, adquirida ou natural, para julgar tudo o melhor possível. Já na concepção filosófica, o otimismo representa o sistema dos que consideram este mundo o melhor os mundos possíveis. Otimismo não constitui poltrona preguiçosa para os sem escrúpulos de anil. É manancial de forças para os seus dias de lutas. A certeza de alcançar os objetivos, a forma de encarar os problemas sem medo, a forma correta de usar a ética, a moral e os bons costumes, pode ser anexada a uma psicosfera que nominamos de otimismo. O otimismo que o brasileiro traz no coração, é força viva para alcançar o sucesso. Otimismo poderia ser considerado uma ciência? “Pesquisas mostram que 80% das pessoas têm uma tendência natural para o comportamento positivo. E que ele protege doenças, alimenta a autoestima e até melhora relacionamentos”.

Lastreados nesses aspectos podemos afirmar que o “negativo” pode se inserir no aspecto de um otimismo esperado. Esse otimismo que se reforça no negativo, quando o mesmo toma forma de menos, menor, e que nos leva a pensar melhor. Por exemplo: No mundo atual a violência é muito menor do que em épocas passadas. Um menor percentual de doenças melhora as condições de vida da popular. No ano que estamos uma série de notícias macabras e horripilantes, têm tirado o otimismo de milhões de brasileiros. A visão otimista e pessimista, o negativo e o positivo, o bem e o mal são sentenças que influem no otimismo dos seres humanos. O otimismo nos leva ao sucesso, o nosso sistema fica imune, a resiliência (é uma palavra muito usada na psicologia, na psicopedagogia, é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, choques, estresses, sem entrar em surto psicológico). No entanto, Jo (2003), estudou a resiliência em organizações, argumenta que a resiliência se trata de uma se trata de uma tomada de decisão quando alguém depara com um contexto entre tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades. A felicidade também é causada pelo alto grau de otimismo.

Segundo estudos, pessimistas estão oito vezes mais propensos a se deprimir quando algum evento ruim acontece em suas vidas. A única alternativa para vencer essa depressão pode ser chamada de superação que também faz parte do otimismo hominal. Os otimistas são mais motivados, por isso insistem mais e conseguem ir mais longe. Esse ir mais longe pode ser chamado de sucesso. O nosso organismo funciona melhor, evitando doenças, mesmo que elas ocorram - otimistas se recuperam com mais prontidão porque acreditam na eficácia do tratamento. Esse bom funcionamento do nosso organismo proveniente do otimismo torna nosso corpo imune. Não desistir ante a primeira pedra no caminho e acreditar que as coisas vão acabar bem ajuda os otimistas em momentos difíceis. A resiliência funciona dessa maneira.

O cérebro humano desempenha excelente papel na vida humana, mas é preciso que ele seja bem tratado e usado corretamente, por isso deve estar ativado adequadamente. “Entre os animais, o homem tem a noção de finitude”, essa sentença foi dita pelo neurocientista Antônio Pereira, do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Durante os pensamentos otimistas há maior ativação das seguintes áreas do cérebro: Córtex do giro anterior cingulado: “área ligada à autorreflexão com a amídala (não confundir com as da garganta), dá validade emocional às informações recebidas pelo cérebro”. A amídala tem papel fundamental em dosar o grau de emoção presente em nossas memórias. Quando o córtex pré-frontal encontra-se desativado a monitoração se reflete nas diferenças entre expectativas e a realidade. “Sem otimismo você não sobrevive ao tratamento. Ele é doloroso e exige muito”. Palavras de uma paciente submetida à quimioterapia para tratamento de um câncer.

“A Revista” “Isto É” de n°. 2203 de 01/02/2012 – ano 36, traz excelente matéria sobre otimismo, e diz que o seguinte: “A Ciência do Otimismo – Pesquisadores descobrem o gene ligado ao bom humor e mostram como ele é capaz de impedir doenças, aumentar a autoestima e facilitar os relacionamentos”. E ainda mais ensina como programar seu cérebro para se tornar uma pessoa mais otimista. A matéria em apreço é assinada pela jornalista Rachel Costa. O Otimismo exacerbado faz com que eventos muito traumáticos tendem a ser minimizados durante a sua memorização (evitando-se guardar memórias negativas) e previsões para o futuro tendem a ser positivas. Pensar positivo sempre é a melhor solução. Evitar a depressão e não permitir que ela atrapalhe a sua vida, pois os deprimidos estão mais sujeitos ao suicídio.

Alguns namorados se sentem mais seguros, ou mais maduros por terem escolhido alguém dentro do perfil adequado para eles. “O otimismo nos faz assumir riscos e, com isso, avançar”, avalia o psiquiatra Irismar Reis de Oliveira, da Universidade Federal da Bahia. Parte dessa força motriz capaz de alterar até o funcionamento de nossos cérebros está guardada em nossos genes. Os genes é o código genético humano. Em termos genéricos é o conjunto dos genes humanos. Neste material genético está contida toda a informação para a construção e funcionamento do organismo humano. Este código está contido em cada uma de nossas células, o genoma humano distribui-se por 23 pares de cromossomos que por sua vez, contém os genes. Toda essa importante informação é codificada pelo ADN ou (DNA), ou seja, Ácido Desoximbonucleico, que se organizou numa estrutura de dupla hélice, formada por quatro bases que se unem invariavelmente aos pares – adenina com timina e citosina com guanina.  O site na filosofia do sapo tem muitos detalhes importantes para os interessados pesquisarem. A ordem particular do alinhamento dos pares ao longo da cadeia corresponde à sua sequenciação. Estas sequências que codificam as proteínas são os genes, que constituem a menor parte do ADN. Para além dos genes, o ADN é constituído na sua maior parte por material genético inativo (97%), o qual aparentemente não possui qualquer utilidade. Estudos recentes mostram que material não pode ser desprezado. Coloca-se a hipótese do mesmo desempenhar funções de coordenação e de conservação do ADN.

Em suas pesquisas, os políticos otimistas ganham mais eleições, os estudantes otimistas têm melhores notas e os atletas otimistas vencem mais competições, mas convenhamos que o otimismo não tornasse o homem imbatível, pois ele tem suas limitações. Quando centenas, milhares de pessoas acreditam que algo vai dar certo, dá certo? A resposta, de acordo com um grupo de pesquisadores da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, é sim. Nós achamos o otimismo muito importante para o ser humano, no entanto ele não é tudo, pois precisa acima de tudo acreditar em Deus e ter fé. Fé mais otimismo igual à vitória. Antes de chegar ao otimismo muitos planos devem ser elaborados, pois não só metaforicamente o otimismo faz bem ao coração. Está comprovado: acreditar no amanhã protege de doenças cardiovasculares. Em estudo elaborado pela Universidade de Michigam nos estados Unidos da América do Norte um ponto a mais de otimismo, em uma escala que variava de 0 a 16, representava menos chance de se ter um infarto.

Como vemos pelos estudos de especialistas e pesquisadores, o otimismo é salutar para os seres humanos, mas não é tudo, pois existem as barreiras que normalmente impedem que o otimismo cresça entre as pessoas, nesse rol estão às barreiras sociais, que levam o ser humano a desconfiança e ao desespero, o estresse é outro elemento que pode aniquilar o otimismo, e sua associação à depressão pode estragar toda uma vida. Pense nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI- DA ACE- DA ALOMERCE- DA UBT- DA AVSPE E DA AOUVIRCE



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ANTONIO PAIVA RODRIGUES

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O BRASIL E O BRASILEIRO

O BRASIL E O BRASILEIRO

O brasileiro pelas suas origens doridas e alicerçadas no sofrimento, cuja experiência é multifária, nos leva a conclusão que entre a “desordem” natural das coisas existe a permissão e estimulação do excesso verossímil dessa sentença. Pelo seu comportamento de liberdade onde a vontade de fazer esbarra em duas palavras: “Continência e Disciplina”. Deixa o brasileiro nas amarras e sem poder desenvolver sua potencialidade oticada. Vem então à aplicação daquilo que adquiriu no berço e que o malogro poderá prejudicá-lo. É o emprego da famosa “malandragem” e o carismático “jeitinho brasileiro”. O brasileiro se insere na expressão do correto clichê popular de que: “O homem é produto do meio”, esquecendo-se, porém de dar conotação de que esse meio foi construído por ele próprio. Nós reagimos a tudo e gostamos de apelidar certos fatos de “frescuras”. Certa vez um determinado senhor ao desobedecer com certa “constância” às placas de advertência, por exemplo: Não pise na grama, não cuspa no chão, não jogue lixo na água e na rua. Com jeito hilário e maroto disse: “Meu amigo se eu obedecesse todas as advertências que vejo estaria de barriga cheia”.

Espantado o fiscal perguntou: Por quê? Ele com sua malandragem habitual e com jeitinho todo especial afirmou: “sempre vejo beba coca-cola. Bela coca-cola”. No livro “Carnavais malandros e heróis”, o dilema que colocamos com outras conotações tem outro aspecto. Isso pode isto não pode. Estas conotações e nuanças nada mais são do que a figura social do indivíduo brasiliano sujeita as leis universais. O ser humano não está isento das relações sociais, o mais importante é saber como reagir diante de tantas proibições ou avisos de segurança se não estamos intelectualmente preparados para esse mister. Essa cultura ainda não nos açambarcou. Se for multado procure um amigo para não pagar a multa. Se for barrado em blitze procure todos os meios para não ser punido se estiver errado (jeitinho e malandragem brasileiros). Essa ação de desculpa é seguida dos mais diversos motivos, desde o convencimento ao suborno. Se não pagou a dívida no dia do vencimento se nega a pagar juros alegando motivos inocentes e pueris.

Se entrar numa fila homérica se posta diante de uma pessoa mais a frente começa um bate-papo para ludibriar os companheiros de fila, e ser atendido iludindo os demais. É assim o dia do brasileiro. É o chamado “moleque” na expressão escorreita da palavra. Para não pagar pelo consumo de energia usa o velho “gato”. Ao ser descoberto afirma que de nada sabia chegando ao ponto de chorar para amolecer o coração do fiscal. Enquanto em países do primeiro mundo as leis são cumpridas com rigor, aqui tudo se leva na brincadeira, no faz de conta. Existe uma enorme diferença entre regras jurídicas e práticas da vida diária. Na verdade o brasileiro através do jeitinho que só ele sabe gosta de levar vantagem em tudo aplicando a “lei do Gerson”. Gosto de levar vantagem em tudo; certo! O jeitinho e a malandragem nada mais são do que a lúdica vontade de burlar e auferir as benesses do velho privilégio.

A destruição dessas “bonanças” trouxe o convencimento humano do certo e do errado. Sabe quem eu sou com quem está falando? Eu sou Dr. Fulano de tal termo usado para conseguir seu intento, na nomenclatura popular essa atitude recebe a sinonímia da “velha carteirada”. Tudo aqui explanado nos leva a condição de pertencermos a um país onde a lei significa “tudo pode” e é regulamentada formalmente pelos prazeres e destruição de projetos e iniciativas. O “jeitinho e a malandragem” são processos simples e tocantes constando de uma dramatização em três atos: um deles é a pessoa que passa despercebida pela sua modesta posição e seu jeito simples de vestir. Pode ser até uma pessoa rica e de personalidade, mas no Brasil a aparência vale muito e essa pessoa está sujeita em segundo plano. O segundo seria a prática da persuasão e convencimento, a velha lábia. E tirar proveito de tudo. Na realidade o jeitinho e a malandragem fazem parte da cultura do brasileiro. Aqui na terrinha depois de vários dias de chuvas intensas o sol decidiu dar as caras fazendo com que muita gente saísse de casa para vaiar o astro rei, o sol. Esse fato aconteceu na Praça do Ferreira na capital cearense.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE

A PAZ

A PAZ

Na pedagogia Divinal inserimos a paz, o pilotis da esperança,

Tentáculos descortinados de amor, de corações malogrados,

Magoados, estatizados, escorraçados, estéreis sem bonança.

Alvitrando um pazear de confiança, antevendo os esposados.

Ondas calmas, tranqüilas, cheias de segredos auferindo paz,

Capazes de transbordarem na fonte num momento de lampejo.

Exterminar a violência, o mal, em atitude desregrada e voraz,

Onde o mal imanta e desencanta o aguilhão do bem que cortejo.

Alvitramos orbe de esperanças e felicidades, chega de sofrimentos.

O mundo é um lamento, o violento adentra nas cantigas de ninar,

Reciprocidade vibratória e redentora interage nossos pensamentos

Na meditação acoplamos o Cristo vêm à mente, silente a cortejar.

No orbe terrestre a fraternidade, a caridade são sementes ubertosas.

Quando o futuro se torna obscuro, a prece, a oração são soluções.

Quando os seres humanos não encontram diretrizes prodigiosas,

Excogitando esperanças no Pai Divino, na execração das ilusões.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE

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