quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

UM GRANDE JULGAMENTO


UM GRANDE JULGAMENTO

“A felicidade que almeja está ao seu alcance, pois ela só poderá ser encontrada dentro de você mesmo. Se a procura em outros lugares, em outras pessoas, com certeza está se iludindo, uma vez que ela nasce - primeiro dentro de você.” (Valdemir Barbosa).

Alguns julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) podem ter sido executados dentro da lei, mas não agradaram a população, visto que pessoas beneficiadas não mereciam voltar ao écran público, em especial ao meio político. O caso mais recente foi a de Jáder Barbalho, que tem um passado político não recomendável para qualquer cidadão brasileiro, mas mesmo assim, os componentes do STF chegaram à conclusão que ele deveria voltar às lides políticas, afastando uma senadora que exercia o cargo. A lei deveria beneficiar alguém, sem que nenhum prejuízo fosse causado para outrem. A Revista “Isto É” de 04/01/2012, ano 36, de n°. 2199, relato com todas as nuanças como será o julgamento de ano. “Sete anos depois da denúncia, o mensalão deve ser finalmente julgado este ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF)”.

O resultado pode representar um marco na luta contra a impunidade no País e mudar o sistema de financiamento das campanhas políticas. Esse julgamento deve ser um momento de reflexão para todos os brasileiros, pois diante dos fatos expostos pela imprensa de todos os matizes, os nomes dos envolvidos no esquema de corrupção, já são conhecidos da maioria da população brasileira. Esperamos um julgamento justo e que, os infratores sejam punidos exemplarmente, sejam colocados na cadeia e devolvam aos cofres públicos da nação, o dinheiro que surrupiaram. Acreditamos na lisura do grande e competente ministro Joaquim Barbosa. O peso de sua toga vale muito, ele é o relator de um dos processos mais importantes da história do Supremo Tribunal Federal. Um ano muito questionado pelos que acreditam em previsões, inclusive alguns afirmam que será o ano de final do mundo, no entanto, esperamos que somente seja o fim da corrupção no Brasil, e um fim do mundo para os políticos corruptos que estão no poder.  O resultado desse julgamento terá um peso fundamental para as próximas eleições do final do ano. Existe um consenso entre os membros do Supremo que o julgamento seja feito em tempo hábil.  Uma lista numerosa forma a seleção brasileira do mensalão. A escalação do time é a seguinte: “Valdemar Costa Neto – Acusado pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro; Paulo Rocha – Acusado pelo crime de lavagem de dinheiro”. José Genoíno – Acusado pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha; Pedro Corrêa – Acusado pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Professor Luizinho – Acusado pelo crime de lavagem de dinheiro; Roberto Jefferson – Acusado pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Marcos Valério – Corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas; João Paulo Cunha – Acusado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Delúbio Soares – Acusado pelos crimes de corrupção passiva e formação de quadrilha. Duda  Mendonça – Acusado pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas; José Dirceu – Acusado por formação de quadrilha, corrupção ativa e tido como chefe do esquema. O mais intrigante de tudo isso, é que muitos desses relacionados na seleção do mensalão participaram do governo do ex-presidente Lula, da campanha política de Lula e da presidente Dilma Rousseff, e fizeram parte dos dois governos. O ex-presidente Lula quando indagado sobre a corrupção afirmava de que nada sabia. Pode Freud?

Nas entrelinhas da matéria da revista podemos ver que: “por tudo o que está em jogo, o clima do STF não anda nada bom desde 2009, quando os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes trocaram acusações publicamente”. Por detrás das togas, o que se vê é um poderoso jogo de pressões, cujos reflexos vieram à tona na segunda semana de dezembro passado, principalmente após declarações feitas pelo ministro Ricardo Lewandowski de que teria pouco tempo para revisar o caso e alguns crimes acabariam prescrevendo. Se isso realmente ocorrer podem fechar o STF, pois tempo houve para apuração e julgamento do caso em questão. È de bom alvitre frisar que no relatório do ministro Joaquim Barbosa, de 122 páginas, ele detalha como funcionava o esquema de desvio de recursos públicos por meio de licitações fraudulentas e empréstimos fictícios. Aponta José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares como os responsáveis por “organizar” a quadrilha voltada à compra de apoio político.

O esquema de corrupções teria sido denunciado, e sua arquitetação foi executada durante as eleições de 2002, a partir da aproximação com personagens obscuros, como o publicitário Marcos Valério e executivos do Banco Rural. Ressalte-se que o Banco foi o mesmo usado em fraudes no governo tucano Eduardo Azeredo, em Minas Gerais. Um vídeo de 2005 mostra todo o esquema, em que Marinho então funcionário dos Correios ligado ao PTB, aparecia recebendo propina. Foi então, que o ex-deputado, da legenda Roberto Jefferson denunciou a distribuição de dinheiro em troca de votos a favor do governo no Congresso. O mais hilariante é que todo dinheiro era sacado na boca do caixa e transportado em malas. E ainda querem a “Comissão da Verdade” para punir os militares por supostas torturas.

Que o Supremo Tribunal Federal (STF) a corte magna brasileira puna com rigor todos os corruptos e corruptores e o País possa voltar à normalidade tão esperada, e a população possa desfrutar de mais benefícios, visto que a grande quantidade de vil metal surrupiada daria para construir inúmeros hospitais, escolas, casas populares. Vejam a que ponto chega à crueldade dos corruptos e lavadores de dinheiro, eles negaram e afirmaram não ter cometido nenhum crime. Roubar os cofres públicos não é mais crime? Dos acusados apenas Delúbio admitiu a prática do caixa dois. O que podemos esperar de um governo recheado de corruptos? Nada, absolutamente nada. “Um homem muito rico dizia não ter tempo para praticar a caridade, vivia apenas para os negócios. Mas, em deixando a Terra, viu-se abaixo dos degraus dos que já o haviam precedido no outro mundo. Perguntando o porquê de não poder subir até onde os outros estavam, ouviu a resposta:” A caridade que não praticou é o degrau que lhe falta para alcançá-los. “Construa mais degraus de amor, para que não lhe falte à ventura da paz de espírito”.  Tomando uma carona nas palavras de Valdemir Barbosa pedimos que os corruptos e corruptores passem depois de pagarem as suas penas, a trabalhar voluntariamente em prol dos pobres e oprimidos, para sentirem na pele o que os menos aquinhoados sofrem na pele pela miséria em que vivem. Ganhar dinheiro injustamente mercê punição rigorosa aqui e alhures. Pense nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI- DA ALOMERCE- DA ACE- DA UBT- DA AVSPE E DA AOUVIRCE

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O BRASIL E O BRASILEIRO

O BRASIL E O BRASILEIRO

O brasileiro pelas suas origens doridas e alicerçadas no sofrimento, cuja experiência é multifária, nos leva a conclusão que entre a “desordem” natural das coisas existe a permissão e estimulação do excesso verossímil dessa sentença. Pelo seu comportamento de liberdade onde a vontade de fazer esbarra em duas palavras: “Continência e Disciplina”. Deixa o brasileiro nas amarras e sem poder desenvolver sua potencialidade oticada. Vem então à aplicação daquilo que adquiriu no berço e que o malogro poderá prejudicá-lo. É o emprego da famosa “malandragem” e o carismático “jeitinho brasileiro”. O brasileiro se insere na expressão do correto clichê popular de que: “O homem é produto do meio”, esquecendo-se, porém de dar conotação de que esse meio foi construído por ele próprio. Nós reagimos a tudo e gostamos de apelidar certos fatos de “frescuras”. Certa vez um determinado senhor ao desobedecer com certa “constância” às placas de advertência, por exemplo: Não pise na grama, não cuspa no chão, não jogue lixo na água e na rua. Com jeito hilário e maroto disse: “Meu amigo se eu obedecesse todas as advertências que vejo estaria de barriga cheia”.

Espantado o fiscal perguntou: Por quê? Ele com sua malandragem habitual e com jeitinho todo especial afirmou: “sempre vejo beba coca-cola. Bela coca-cola”. No livro “Carnavais malandros e heróis”, o dilema que colocamos com outras conotações tem outro aspecto. Isso pode isto não pode. Estas conotações e nuanças nada mais são do que a figura social do indivíduo brasiliano sujeita as leis universais. O ser humano não está isento das relações sociais, o mais importante é saber como reagir diante de tantas proibições ou avisos de segurança se não estamos intelectualmente preparados para esse mister. Essa cultura ainda não nos açambarcou. Se for multado procure um amigo para não pagar a multa. Se for barrado em blitze procure todos os meios para não ser punido se estiver errado (jeitinho e malandragem brasileiros). Essa ação de desculpa é seguida dos mais diversos motivos, desde o convencimento ao suborno. Se não pagou a dívida no dia do vencimento se nega a pagar juros alegando motivos inocentes e pueris.

Se entrar numa fila homérica se posta diante de uma pessoa mais a frente começa um bate-papo para ludibriar os companheiros de fila, e ser atendido iludindo os demais. É assim o dia do brasileiro. É o chamado “moleque” na expressão escorreita da palavra. Para não pagar pelo consumo de energia usa o velho “gato”. Ao ser descoberto afirma que de nada sabia chegando ao ponto de chorar para amolecer o coração do fiscal. Enquanto em países do primeiro mundo as leis são cumpridas com rigor, aqui tudo se leva na brincadeira, no faz de conta. Existe uma enorme diferença entre regras jurídicas e práticas da vida diária. Na verdade o brasileiro através do jeitinho que só ele sabe gosta de levar vantagem em tudo aplicando a “lei do Gerson”. Gosto de levar vantagem em tudo; certo! O jeitinho e a malandragem nada mais são do que a lúdica vontade de burlar e auferir as benesses do velho privilégio.

A destruição dessas “bonanças” trouxe o convencimento humano do certo e do errado. Sabe quem eu sou com quem está falando? Eu sou Dr. Fulano de tal termo usado para conseguir seu intento, na nomenclatura popular essa atitude recebe a sinonímia da “velha carteirada”. Tudo aqui explanado nos leva a condição de pertencermos a um país onde a lei significa “tudo pode” e é regulamentada formalmente pelos prazeres e destruição de projetos e iniciativas. O “jeitinho e a malandragem” são processos simples e tocantes constando de uma dramatização em três atos: um deles é a pessoa que passa despercebida pela sua modesta posição e seu jeito simples de vestir. Pode ser até uma pessoa rica e de personalidade, mas no Brasil a aparência vale muito e essa pessoa está sujeita em segundo plano. O segundo seria a prática da persuasão e convencimento, a velha lábia. E tirar proveito de tudo. Na realidade o jeitinho e a malandragem fazem parte da cultura do brasileiro. Aqui na terrinha depois de vários dias de chuvas intensas o sol decidiu dar as caras fazendo com que muita gente saísse de casa para vaiar o astro rei, o sol. Esse fato aconteceu na Praça do Ferreira na capital cearense.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE

A PAZ

A PAZ

Na pedagogia Divinal inserimos a paz, o pilotis da esperança,

Tentáculos descortinados de amor, de corações malogrados,

Magoados, estatizados, escorraçados, estéreis sem bonança.

Alvitrando um pazear de confiança, antevendo os esposados.

Ondas calmas, tranqüilas, cheias de segredos auferindo paz,

Capazes de transbordarem na fonte num momento de lampejo.

Exterminar a violência, o mal, em atitude desregrada e voraz,

Onde o mal imanta e desencanta o aguilhão do bem que cortejo.

Alvitramos orbe de esperanças e felicidades, chega de sofrimentos.

O mundo é um lamento, o violento adentra nas cantigas de ninar,

Reciprocidade vibratória e redentora interage nossos pensamentos

Na meditação acoplamos o Cristo vêm à mente, silente a cortejar.

No orbe terrestre a fraternidade, a caridade são sementes ubertosas.

Quando o futuro se torna obscuro, a prece, a oração são soluções.

Quando os seres humanos não encontram diretrizes prodigiosas,

Excogitando esperanças no Pai Divino, na execração das ilusões.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE

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