terça-feira, 3 de janeiro de 2012

GREVE DOS POLICIAIS MILITARES E BOMBEIROS MILITARES

GREVE DOS POLICIAIS MILITARES E BOMBEIROS MILITARES

“Não pense ser feliz apenas quando ganhar na loteria, quando tiver a casa própria, o bom emprego ou melhorar de condição social. Você pode ser feliz logo.” (Lourival Lopes).

Fortaleza, e o estado do Ceará passam por momentos difíceis, preocupantes, devido à greve geral decretada por policiais militares e bombeiros militares. A situação é drástica e complicada, visto que devido à ausência de policiais nas ruas, os assaltos são constantes, os arrastões surgem em pontos diferentes da capital alencarina. O governo do Estado, preocupado com o clima tenso, e com a população apavorada, solicitou reforça da Força Tarefa, para tentar amenizar a situação conflitante por qual passa a capital cearense. A maioria do comércio cerrou suas portas e a população se recolheu as suas casas para não se expor ao perigo. O Governador do Estado está sob - proteção das Forças Armadas (FFAA), e até o presente momento se encontra no Palácio da Luz, calado e sem se manifestar sobre o movimento grevista.

O clima tenso tende a se intensificar, e o Comando da 10ª Região Militar, já pensa em solicitar mais reforços de tropas militares de outros estados vizinhos, como Rio Grande do Norte, Pernambuco, ou mesmo de tropas da Região Sudeste. Entrevistado por uma emissora de TV da capital, o comandante da operação teme por um confronto, entre grevistas e militares do Exército. O governador continua recolhido ao Palácio da Luz sob forte segurança de tropas do Exército Brasileiro. A população em clima de tensão pede providências urgentes ao governador do estado, que se mantém calado. Já estamos no quinto dia de paralisação e a Justiça determina retorno: PMS decidem manter greve. A desembargadora Sérgia Miranda, do Tribunal de Justiça do Estado, determinou o retorno imediato dos PMs ao trabalho. Em assembleia, policiais decidiram continuar paralisação.
Nova tentativa de negociação terminou sem acordo. As principais ordens da Segurança Pública no Ceará estão sendo dadas por um general do Exército.  As primeiras reivindicações dos Policiais Militares passaram pela PEC 300, que acabou sendo arquivada na gaveta do ex- presidente da Câmara dos Deputados Federais, e hoje vice-presidente da República, Michel Temer. O enfraquecimento da Segurança Pública no estado do Ceará teve início no “Governo das Mudanças”, do senhor Tasso Jereissati, (Grifo nosso) que numa medida extemporânea resolveu dar um golpe violento, quando retirou os órgãos de segurança do primeiro escalão do governo, jogando-os para o terceiro escalão.

Com esta atitude de Tasso Jereissati, o Comando da Polícia ficou sem forças, e até transferências de policiais teria que passar pelo crivo do Secretário de Segurança. E como não bastassem as medidas antipáticas, ele ainda resolveu confiscar os vencimentos dos policiais militares apelidando-os de “Marajás”. O comandante da Polícia Militar passou a ser apenas uma autoridade figurativa, e sem poder de decisão. Os motoristas de coletivos já começam a aderir à greve dos PMS, pois não podem trabalhar sem segurança, e alguns ônibus já estão com pneus vazios sem possibilidade de se deslocar dos terminais.

O governador Cid Gomes quando visitava obras do Metrofor, deu de cara com manifestantes da Polícia Civil que estavam em estado de greve. Seu carro foi cercado por manifestantes que gritavam a todo instante: “Covarde”... Covarde... (...). A pronta ação da Polícia Militar impediu que algo mais grave acontecesse. Em janeiro de 2012, época do reajuste dos servidores estaduais, em represália ditatorial, Cid Gomes, deu um reajuste de 7%, que desagradou a todos os barnabés estaduais. O Sr. Ciro Gomes acabou com um grande patrimônio que a Polícia Militar dispunha para formação de seus oficiais, a APM (Academia de Polícia Militar Gen Edgard Facó), para construir o Pavilhão de Feiras.

Extinguiu o Hospital da Polícia Militar, que agora pertence à SESA (Secretaria de Saúde do Governo) e jogou os policiais no ISSEC (Instituto de Seguridade Social) que limitou consultas médicas a uma por mês, e também os exames. Um “Plano de Saúde” capenga, (Grifo nosso) e sem condições de atender a família Policial Militar. Construiu uma Academia Única para formar todo aparato policial do Estado, uma verdadeira “lata de sardinha”, localizado perto de favelas, e num bairro afastado da cidade. Dizem os “filhos de Candinha” que o governador do estado do Ceará é um verdadeiro ditador. Vejam as fotos na internet e tirem as conclusões.

Assembleia quer intermediar negociações. A Comissão de Recesso da Assembleia Legislativa vai solicitar à Mesa Diretora que atue na intermediação do impasse entre policiais militares e o Governo do Estado. Parlamentares querem a volta de policiais ao trabalho. Em greve desde o dia 29 de dezembro, policiais civis e militares reivindicam aumento salarial, redução da carga de trabalho entre outras demandas. Desde a última sexta-feira, dia 30/12, homens da Força Nacional fazem a segurança no Estado.  

Nova tentativa de negociação entre Governo e PMS termina sem acordo. O comando de greve dos policiais militares enviou uma proposta ao Estado. Expectativa é de a resposta seja dada ainda hoje no começo do dia, no entanto a resposta não foi dada, policiais continuam parados e a população em polvorosa. Queremos ressaltar que além dos policiais, bombeiros militares, professores e médicos estão com salários defasados. Hoje, a preocupação maior do governador é com a construção do aquário na Praia de Iracema, onde serão gastos milhões, e a reforma do Castelão.

Como pode uma capital com mais de três milhões de habitantes não possuir um hospital de base, os atuais: “Instituto Dr. José Frota (Frotão), da Prefeitura, e o Hospital Geral de Fortaleza (HGF) não reúnem condições para atender dois eventos de grande magnitude, a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014”. As Brs que cortam o estado do Ceará estão praticamente destruídas e nenhuma ação de melhoramento foi iniciada. O Metrofor se arrasta a passos de tartaruga, e as indenizações é o grande problema que enfrenta o governo.

Do jeito que caminha as obras, as Copas poderão ser um fracasso total, pois além da lentidão dos trabalhos, as licitações viciadas, e a corrupção podem complicar ainda mais a situação caótica em que se encontra a cidade em termos de trânsito. Nenhuma avenida foi alargada e o que se fala por aí afora é plena ilusão. Outro problema que tem preocupado o governo é VLT (Veículos Leves sobre Trilhos). A situação é complicada em todas as sedes escolhidas para abrigarem jogos da Copa. O treinamento dos policiais nem sonha em começar, e agora com a paralisação a tendência é complicar cada vez mais. Torcemos para que as obras já iniciadas sejam concluídas, e que sejam de qualidade, e que os eventos possam ser realizados com tranquilidade, mas se o governador não mudar de opinião tornado-se mais maleável a coisa vai ficar preta e complicada. Pense nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-DA ALOMERCE- DA ACE- DA UBT- DA AOUVIRCE E DA AVSPE 

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O BRASIL E O BRASILEIRO

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O brasileiro pelas suas origens doridas e alicerçadas no sofrimento, cuja experiência é multifária, nos leva a conclusão que entre a “desordem” natural das coisas existe a permissão e estimulação do excesso verossímil dessa sentença. Pelo seu comportamento de liberdade onde a vontade de fazer esbarra em duas palavras: “Continência e Disciplina”. Deixa o brasileiro nas amarras e sem poder desenvolver sua potencialidade oticada. Vem então à aplicação daquilo que adquiriu no berço e que o malogro poderá prejudicá-lo. É o emprego da famosa “malandragem” e o carismático “jeitinho brasileiro”. O brasileiro se insere na expressão do correto clichê popular de que: “O homem é produto do meio”, esquecendo-se, porém de dar conotação de que esse meio foi construído por ele próprio. Nós reagimos a tudo e gostamos de apelidar certos fatos de “frescuras”. Certa vez um determinado senhor ao desobedecer com certa “constância” às placas de advertência, por exemplo: Não pise na grama, não cuspa no chão, não jogue lixo na água e na rua. Com jeito hilário e maroto disse: “Meu amigo se eu obedecesse todas as advertências que vejo estaria de barriga cheia”.

Espantado o fiscal perguntou: Por quê? Ele com sua malandragem habitual e com jeitinho todo especial afirmou: “sempre vejo beba coca-cola. Bela coca-cola”. No livro “Carnavais malandros e heróis”, o dilema que colocamos com outras conotações tem outro aspecto. Isso pode isto não pode. Estas conotações e nuanças nada mais são do que a figura social do indivíduo brasiliano sujeita as leis universais. O ser humano não está isento das relações sociais, o mais importante é saber como reagir diante de tantas proibições ou avisos de segurança se não estamos intelectualmente preparados para esse mister. Essa cultura ainda não nos açambarcou. Se for multado procure um amigo para não pagar a multa. Se for barrado em blitze procure todos os meios para não ser punido se estiver errado (jeitinho e malandragem brasileiros). Essa ação de desculpa é seguida dos mais diversos motivos, desde o convencimento ao suborno. Se não pagou a dívida no dia do vencimento se nega a pagar juros alegando motivos inocentes e pueris.

Se entrar numa fila homérica se posta diante de uma pessoa mais a frente começa um bate-papo para ludibriar os companheiros de fila, e ser atendido iludindo os demais. É assim o dia do brasileiro. É o chamado “moleque” na expressão escorreita da palavra. Para não pagar pelo consumo de energia usa o velho “gato”. Ao ser descoberto afirma que de nada sabia chegando ao ponto de chorar para amolecer o coração do fiscal. Enquanto em países do primeiro mundo as leis são cumpridas com rigor, aqui tudo se leva na brincadeira, no faz de conta. Existe uma enorme diferença entre regras jurídicas e práticas da vida diária. Na verdade o brasileiro através do jeitinho que só ele sabe gosta de levar vantagem em tudo aplicando a “lei do Gerson”. Gosto de levar vantagem em tudo; certo! O jeitinho e a malandragem nada mais são do que a lúdica vontade de burlar e auferir as benesses do velho privilégio.

A destruição dessas “bonanças” trouxe o convencimento humano do certo e do errado. Sabe quem eu sou com quem está falando? Eu sou Dr. Fulano de tal termo usado para conseguir seu intento, na nomenclatura popular essa atitude recebe a sinonímia da “velha carteirada”. Tudo aqui explanado nos leva a condição de pertencermos a um país onde a lei significa “tudo pode” e é regulamentada formalmente pelos prazeres e destruição de projetos e iniciativas. O “jeitinho e a malandragem” são processos simples e tocantes constando de uma dramatização em três atos: um deles é a pessoa que passa despercebida pela sua modesta posição e seu jeito simples de vestir. Pode ser até uma pessoa rica e de personalidade, mas no Brasil a aparência vale muito e essa pessoa está sujeita em segundo plano. O segundo seria a prática da persuasão e convencimento, a velha lábia. E tirar proveito de tudo. Na realidade o jeitinho e a malandragem fazem parte da cultura do brasileiro. Aqui na terrinha depois de vários dias de chuvas intensas o sol decidiu dar as caras fazendo com que muita gente saísse de casa para vaiar o astro rei, o sol. Esse fato aconteceu na Praça do Ferreira na capital cearense.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE

A PAZ

A PAZ

Na pedagogia Divinal inserimos a paz, o pilotis da esperança,

Tentáculos descortinados de amor, de corações malogrados,

Magoados, estatizados, escorraçados, estéreis sem bonança.

Alvitrando um pazear de confiança, antevendo os esposados.

Ondas calmas, tranqüilas, cheias de segredos auferindo paz,

Capazes de transbordarem na fonte num momento de lampejo.

Exterminar a violência, o mal, em atitude desregrada e voraz,

Onde o mal imanta e desencanta o aguilhão do bem que cortejo.

Alvitramos orbe de esperanças e felicidades, chega de sofrimentos.

O mundo é um lamento, o violento adentra nas cantigas de ninar,

Reciprocidade vibratória e redentora interage nossos pensamentos

Na meditação acoplamos o Cristo vêm à mente, silente a cortejar.

No orbe terrestre a fraternidade, a caridade são sementes ubertosas.

Quando o futuro se torna obscuro, a prece, a oração são soluções.

Quando os seres humanos não encontram diretrizes prodigiosas,

Excogitando esperanças no Pai Divino, na execração das ilusões.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE

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