terça-feira, 31 de janeiro de 2012

GOTAS DE OTIMISMO

GOTAS DE OTIMISMO

“Seja sempre otimista, confiante. Veja à frente algo bom, uma saída, uma solução e nunca se entregue ao que só pode infelicitar você. Você pode fazem bem feito. A boa intenção valoriza o que você faz. Você viverá para sempre.” (Lourival Lopes).

Ao citarmos o nome gotas de otimismo, nos lembramos de pronto do grande Carlos Torres Pastorino com seu livro de aconselhamentos e autoestima, “Otimismo em Gotas”. Um pequeno livro, mas de grande conteúdo espiritual. Há muito tempo escutamos palavras de irmãos de crença de que a Bíblia seria um livro sagrado, no entanto, não querendo desmerecer essa grande obra tem no nosso ponto de vista o respeito necessário.  A nossa contestação tem respaldo na crença popular de que tudo que é sagrado não se mexe e nem se profana. A Bíblia no decorrer do tempo, através de inúmeras traduções foi virtualmente modificada em muitos aspectos.

É um livro que traz em seu bojo grandes ensinamentos, e não podemos deixar de citar a importância do Novo Testamento para os cristãos. Mesmo assim, dos 73 livros que compõem a original, foram subtraídos sete livros por uma religião cristã. Uma seita, que se diz religião e usa a Bíblia em seus ensinamentos alterou o livro por 148 vezes. Nesse aspecto podemos dizer sem medo de errar que o livro epigrafado não é a palavra de Deus. Sendo Jesus Cristo, filho de Deus, e único Espírito Puro a pisar o Orbe Terrestre, nas suas pregações ele nos repassou muitos ensinamentos advindos do Pai Maior.

Pelas noções dogmáticas repassadas pela ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana), Jesus foi gerado por obra é graça do Espírito Santo. Como o nosso bondoso Deus não derroga as suas leis, mesmo podendo se assim quisesse, Ele com esse ato teria condenado o sexo como procriação. Se o Mestre Jesus nasceu de uma relação sexual normal, esse ato divino procriativo não diminuiria as virtudes de Maria, a sua mãe. O Evangelho diz que o nascimento de Jesus fora predito a Maria por um espírito materializado. (Lucas . 1/26-38). Um espírito materializado aparece a Zacarias, para avisar sobre o nascimento do Precursor de Jesus. (Lucas  1/11). Convém salientarmos que Lucas nunca viu Jesus e nem conviveu com ele, mas quem teria repassado a vida do Mestre para Lucas? Estudando a vida do papado da ICAR, com certeza todos irão se assustar com determinados integrantes desse papado e dos dogmas por eles criados. Não estamos aqui a condenar ninguém, pois não temos culpa de termos aprendido quase tudo errado. Existindo mais de cem evangelhos escritos, porque escolheram os de Lucas e Marcos que nunca conviveram com Jesus? Pedro, João e Tiago, os apóstolos preferidos do Mestre teriam sido discriminados pela igreja em alusão?

Deixo a resposta com os leitores. Quem lê o Credo nota que Jesus é Deus, quando na frase está inserida a sentença: “Santa Maria mãe de Deus, nosso Senhor”, no entanto Jesus não possui deidade, essa designação é referente ao Pai Maior, nosso boníssimo Deus. Em 325 no Concílio de Nicéia, 318 bispos reuniram-se para debater as mais controversas questões concernentes à igreja, tais como o dogma da Trindade, o Credo dos Apóstolos e a expulsão do primeiro herege de peso, Ário de Alexandria. Nem os primeiros seguidores de Jesus foram chamados de cristãos, e sim seguidores do caminho. Após a conversão de Paulo é que os seguidores do Mestre passaram a ser chamados de cristãos.

Jesus sendo filho natural de José e Maria não afetaria em nada a sua missão, pois Cristo já existia no mundo espiritual, e esse respaldo toma força quando Paulo em suas epístolas afirma que no mundo espiritual não existe lugar para carne e sangue. Quem para lá segue vai através de um corpo que ele nominou de “Corpo Espiritual”. O pior é que ainda hoje a igreja e seus membros continuam pregando os ensinamentos repassados pelos papas de antanho. Nascer de um virgem e por obra e graça de um “Espírito Santo”, era crença dos Persas, dos Egípcios e quiçá dos gregos, pois Ciro e Faraós tiveram esse mesmo pensamento. Para os cristãos protestantes, Maria é vista como uma mulher de alto mérito, respeitosa por ter vivido uma vida exemplar segundo os propósitos de Deus, porém, sendo ela cheia da Graça (aqui, o significado da palavra "graça" como algo não merecido, dado gratuitamente), era uma mulher comum, escolhida dentre outras para dar à luz ao Messias.
Não se acredita, no protestantismo, que Maria seja a Mãe de Deus, no sentido estrito do termo, pois a natureza divina de Cristo é anterior à existência de Maria. Mas sim, que Deus se fez homem através de sua mãe, cumprindo o que tinha sido profetizado pelo profeta Isaías (Isaías 7:14). Vejam o que afirmam de Ciro: “No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, a fim de que se cumprisse a profecia do Senhor, posta na boca de Jeremias, o Senhor excitou o espírito de Ciro, rei da Pérsia, e este mandou fazer em todo o seu reino, à viva voz e também por escrito, a proclamação seguinte: (II Crônicas 36,22) http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/1/Persia#ixzz1kxqNaoRH)-

Em Marcos 6:3 vemos o seguinte: "Não é este o carpinteiro, o Filho de Maria, o irmão de Tiago, e José, de Judas e de Simão? E não são suas irmãs aqui entre nós? E escandalizavam-se dele." ( Grifo nosso). Novamente, o próprio contexto da Escritura revela que se trata de falar sobre a família de sangue de Jesus! Em outras palavras, Jesus, Filho de Maria; irmão de Tiago e José; e Ele também tinha irmãs. É a identificação de uma família de sangue, e seria tortuoso da escritura para negar isso. Se nós vamos dizer que o irmão palavra não significa realmente seus irmãos, temos que dizer também que Mãe palavra não significa realmente Maria foi Mãe de Jesus. Para ele é a mesma palavra que foi usada em Mateus 27:56 dizendo Maria foi a Mãe de Tiago e de José. E por isso é absolutamente ridículo de acreditar Maria não era a Mãe de Tiago e de José. Continuando com as citações de Ciro: Assim fala Ciro, rei da Pérsia: o Senhor, Deus do céu, deu-me todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe construir um templo em Jerusalém, que está na terra de Judá.

Todo aquele dentre vós que for de seu povo, esteja seu Deus com ele, e que ele para lá se dirija! (II Crônicas 36,23). Assim fala Ciro, rei da Pérsia: o Senhor, Deus do céu, deu-me todos os reinos da terra, e encarregou-me de construir-lhe um templo em Jerusalém, que fica na terra de Judá. (Esdras 1,2). Nós estamos precisando de muitas gotas de otimismo, pois toda essa “confusão” foi criada por Esdras e São Jerônimo responsáveis pelas traduções bíblicas. Nós cristãos que somos jamais aceitaríamos a versão de que Jesus tenha sido um plágio, o deus cristão. (Tais alegações se dão devido a enormes “semelhanças” entre informações que temos a respeito de diversos “deuses mistérios”, como Mitra( persa-romano); Horus(egípcio); Dionísio grego); Krishna(hindu – indiano); Attis (Frígia – Roma), dentre outros.( grifo nosso). A alegação dos críticos é que Jesus é mero plágio destes mitos, mesclado com informações reais (fatos) acontecidos há dois milênios atrás aproximadamente. Vamos analisar detalhadamente cada característica presente nestes deuses e compará-los com Jesus. Não precisaríamos de nenhuma análise, pois Jesus realmente existiu e negar a sua existência, seria negar o próprio Deus. Será que temos que pagar por alguns vexames quando algum incrédulo nos repassa tais afirmações?

Estamos isentos de culpas é vero, mas as incertezas que surgem na vida hominal ficam por conta das histórias que nos repassaram através dos tempos. Jesus não teria deixado nada escrito, não teria criado nenhuma religião, no entanto nascemos com fé, um dom divino e mesmo sem termos participado da história, nem conhecermos o perfil do Mestre, nem sabermos a forma do Onipotente, Onipresente e do Oniciente, cremos. E isso é o mais importante para nós cristãos. Uma desavença aqui, outra acolá, mas a espiritualidade divina está aí para dirimir todas as dúvidas. Pense nisso! 

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI- DA ACE- DA ALOMERCE- DA UBT- DA AOUVIRCE E DA AVSPE



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O BRASIL E O BRASILEIRO

O BRASIL E O BRASILEIRO

O brasileiro pelas suas origens doridas e alicerçadas no sofrimento, cuja experiência é multifária, nos leva a conclusão que entre a “desordem” natural das coisas existe a permissão e estimulação do excesso verossímil dessa sentença. Pelo seu comportamento de liberdade onde a vontade de fazer esbarra em duas palavras: “Continência e Disciplina”. Deixa o brasileiro nas amarras e sem poder desenvolver sua potencialidade oticada. Vem então à aplicação daquilo que adquiriu no berço e que o malogro poderá prejudicá-lo. É o emprego da famosa “malandragem” e o carismático “jeitinho brasileiro”. O brasileiro se insere na expressão do correto clichê popular de que: “O homem é produto do meio”, esquecendo-se, porém de dar conotação de que esse meio foi construído por ele próprio. Nós reagimos a tudo e gostamos de apelidar certos fatos de “frescuras”. Certa vez um determinado senhor ao desobedecer com certa “constância” às placas de advertência, por exemplo: Não pise na grama, não cuspa no chão, não jogue lixo na água e na rua. Com jeito hilário e maroto disse: “Meu amigo se eu obedecesse todas as advertências que vejo estaria de barriga cheia”.

Espantado o fiscal perguntou: Por quê? Ele com sua malandragem habitual e com jeitinho todo especial afirmou: “sempre vejo beba coca-cola. Bela coca-cola”. No livro “Carnavais malandros e heróis”, o dilema que colocamos com outras conotações tem outro aspecto. Isso pode isto não pode. Estas conotações e nuanças nada mais são do que a figura social do indivíduo brasiliano sujeita as leis universais. O ser humano não está isento das relações sociais, o mais importante é saber como reagir diante de tantas proibições ou avisos de segurança se não estamos intelectualmente preparados para esse mister. Essa cultura ainda não nos açambarcou. Se for multado procure um amigo para não pagar a multa. Se for barrado em blitze procure todos os meios para não ser punido se estiver errado (jeitinho e malandragem brasileiros). Essa ação de desculpa é seguida dos mais diversos motivos, desde o convencimento ao suborno. Se não pagou a dívida no dia do vencimento se nega a pagar juros alegando motivos inocentes e pueris.

Se entrar numa fila homérica se posta diante de uma pessoa mais a frente começa um bate-papo para ludibriar os companheiros de fila, e ser atendido iludindo os demais. É assim o dia do brasileiro. É o chamado “moleque” na expressão escorreita da palavra. Para não pagar pelo consumo de energia usa o velho “gato”. Ao ser descoberto afirma que de nada sabia chegando ao ponto de chorar para amolecer o coração do fiscal. Enquanto em países do primeiro mundo as leis são cumpridas com rigor, aqui tudo se leva na brincadeira, no faz de conta. Existe uma enorme diferença entre regras jurídicas e práticas da vida diária. Na verdade o brasileiro através do jeitinho que só ele sabe gosta de levar vantagem em tudo aplicando a “lei do Gerson”. Gosto de levar vantagem em tudo; certo! O jeitinho e a malandragem nada mais são do que a lúdica vontade de burlar e auferir as benesses do velho privilégio.

A destruição dessas “bonanças” trouxe o convencimento humano do certo e do errado. Sabe quem eu sou com quem está falando? Eu sou Dr. Fulano de tal termo usado para conseguir seu intento, na nomenclatura popular essa atitude recebe a sinonímia da “velha carteirada”. Tudo aqui explanado nos leva a condição de pertencermos a um país onde a lei significa “tudo pode” e é regulamentada formalmente pelos prazeres e destruição de projetos e iniciativas. O “jeitinho e a malandragem” são processos simples e tocantes constando de uma dramatização em três atos: um deles é a pessoa que passa despercebida pela sua modesta posição e seu jeito simples de vestir. Pode ser até uma pessoa rica e de personalidade, mas no Brasil a aparência vale muito e essa pessoa está sujeita em segundo plano. O segundo seria a prática da persuasão e convencimento, a velha lábia. E tirar proveito de tudo. Na realidade o jeitinho e a malandragem fazem parte da cultura do brasileiro. Aqui na terrinha depois de vários dias de chuvas intensas o sol decidiu dar as caras fazendo com que muita gente saísse de casa para vaiar o astro rei, o sol. Esse fato aconteceu na Praça do Ferreira na capital cearense.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE

A PAZ

A PAZ

Na pedagogia Divinal inserimos a paz, o pilotis da esperança,

Tentáculos descortinados de amor, de corações malogrados,

Magoados, estatizados, escorraçados, estéreis sem bonança.

Alvitrando um pazear de confiança, antevendo os esposados.

Ondas calmas, tranqüilas, cheias de segredos auferindo paz,

Capazes de transbordarem na fonte num momento de lampejo.

Exterminar a violência, o mal, em atitude desregrada e voraz,

Onde o mal imanta e desencanta o aguilhão do bem que cortejo.

Alvitramos orbe de esperanças e felicidades, chega de sofrimentos.

O mundo é um lamento, o violento adentra nas cantigas de ninar,

Reciprocidade vibratória e redentora interage nossos pensamentos

Na meditação acoplamos o Cristo vêm à mente, silente a cortejar.

No orbe terrestre a fraternidade, a caridade são sementes ubertosas.

Quando o futuro se torna obscuro, a prece, a oração são soluções.

Quando os seres humanos não encontram diretrizes prodigiosas,

Excogitando esperanças no Pai Divino, na execração das ilusões.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE

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